Mostrando postagens com marcador intervenção estatal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador intervenção estatal. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Análise Técnica - Prevendo ciclos - Parte 2

Salve Salve Galera!

Como comentei iria voltar com exemplos práticos em relação a primeira parte, se não leu, leia caso contrário não entenderá essa continuação.

Análise Técnica - Prevendo ciclos - Parte 1


Come on, let´s start!

SELIC


Para ficar mais fácil visualizar as curvas nos gráficos amortizei a SELIC mensal, conforme abaixo:

Selic do mês amortizada = Soma da taxa mensal dos 12 últimos meses divido por 12.

Assim podemos observar melhor a curva, veja.




Os dados foram extraídos no site da receita 

INDUSTRIA


Agora vamos por a prova se a SELIC sobe o setor industrial irá cair. Peguei o período entre janeiro de 2013 a dezembro de 2015 da Selic e comparei com o índice de horas trabalhadas na industria.



Sim, ocorreu estre movimento. Inseri propositalmente o período de janeiro a maio de 2013 onde ainda há uma pequena queda da SELIC e assim verificar que até esse período teve um leve e constante aumento na indústria. 

COMÉRCIO


Agora vamos verificar o comercio varejista, quero lembrar que o comércio se movimenta com maior intensidade em datas comemorativas, então vamos ver um curva parecida em cada ano, repare que próximo a dezembro e inicio de janeiro o consumo é maior. Por isso para visualizar melhor inseri uma linha de tendência.


Repare que a linha amarela está representando uma queda, por mais parecido que seja as sazonalidades em sua correspondência no ano subsequente que é a linha azul.


Enfim, Vamos visualizar o comportamento no período da FORD ( FDMO34) e Braskem (BRKM5)




Cliquei e visualizei rapidamente, vale salientar que sempre haverá exceção, empresas sobem e descem dependendo do seu comercial, operacional e o nicho que ocupa.



O Brasil só pode melhorar se nós nos ajudarmos, então deixe sua opinião sobre esse tópico. 

Forte abraço pessoal!!!

quarta-feira, 28 de março de 2018

Análise Técnica - Prevendo ciclos - Parte 1

Salve Salve Pessoal!

Hoje vou transmitir algumas informações em relação aos rumos que a economia brasileira está tomando.
Vale salientar que não entrarei em detalhes sobre os fundamentos que utilizarei aqui em relação a macroeconomia e sim através das análises do comportamento que o mercado está sofrendo, caso tenho mais informações ou discorda, por favor compartilhe sua opinião, ela é muito importante para evolução de todos.



1. Redução dos juros


Para a reeleição da Dilma, o governo segurou os preços onde consegue influenciar, tais como, energia elétrica, combustíveis, etc, com isso tivemos uma intervenção estatal tendo a SELIC subido e junto crescimento industrial, um movimento atípico, normalmente enquanto um sobe o outro desce.
Neste governo atual as movimentações ocorrem no controle da SELIC/IPCA jogando-a para baixo, logo mais dinheiro entra em conta corrente (capital de giro) seja dos investimentos (renda fixa) que não são mais atrativos, seja por empréstimos que agora estão mais baixos e podem ser utilizados para ampliar a capacidade produtiva e aumentar o lucro. Isso também ocorre em relação a pessoas físicas, mais dinheiro em movimento faz com que a tendência de consumo aumente.

Visualize as últimas noticias nos meios de comunicação, provavelmente você encontrará noticias sobre aumento do consumo e taxa de juros caindo.


2. Setores cascatas


Vou dividir em industria de transformação, distribuidor e venda varejo. Sempre que há oscilação macroeconômica que culmina na redução na SELIC, temos um comportamento natural de subida do consumo.

Subiu consumo, quem primeiro contrata é a industria, pois tem mais demanda e é preciso encher o estoque do distribuidor.

Subiu consumo, distribuidor solicita mais produtos e aqui vamos ter aumento do preço a industria vai embutir os custos adicionais para aumentar a capacidade produtiva (novos empregados, treinamento, mais matéria prima, aumentar estoque de material bruto, etc), então no segundo momento o distribuidor com mais produtos devido a demanda terá que também realizar investimentos, logo a quantidade de funcionários irá aumentar ou haverá jornadas extras de trabalho.

Subiu consumo, varejo reduz margem de lucro para permanecer competitiva, como vemos ocorre uma amortização de aumentos de custos, hipoteticamente se a industria contratou 100, o distribuidor 50 o varejo contratará apenas 20, pelo motivo que expliquei nos parágrafos anteriores.

3. Como usar isso a favor


Se  você sabe que ocorrerá amortização neste cenário, podemos ter algumas conclusões.

Quando industria subir, logo em seguida subirá o distribuidor e em seguida subirá a venda varejo.
Quando industria cair, em seguida distribuidor irá cair e em cascata o varejo irá cair.

Então se a Selic caiu, temos um ponto de entrada nas empresas de matéria prima e produção, dependendo de sua vontade ao risco temos os momentos de entradas para cada um, distribuidor e varejo.

O momento de saída vocês já sabem, movimento de subida na Selic e diminuição do consumo, vale a pena sair de industrias e partir para renda fixa ou outros mercados.

Bem espero que tenha ajudado você, se você ler com calma irá tirar muito proveito e verá que será mais fácil decidir o star e stop em renda variável.

No próximo post sobre o assunto irei trazer exemplos práticos sobre o assunto, demonstrando que está tese pode ser aplicada com sucesso.

Forte abraço companheiros da Finanfera!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Intervenção Estatal e o setor imobiliário




Salve, Salve Amigos!

Hoje vou entrar em um assunto polêmico, que a maioria provavelmente irá falar: 
-Mentira Sr Hammer, isso é um absurdo, imóvel nunca desvaloriza!



Entretanto estamos passando por um período que há tempos já se comentava pelos cofins da internet e que fortemente foi infelizmente desmentido pela maioria. Hoje o que vemos é um cenário de estabilização dos preços e queda perante a inflação, sendo que a tendência é permanecer deste modo por longos anos até uma equalização em relação a renda da população, pelos seguintes motivos:

  • Governo não consegue injetar dinheiro na construção civil;
  • Maiores players falindo (Vide PDG);
  • População com redução de suas economias (Poupança em baixa);
  • Preço do aluguel em redução.
Ao analisar imoveis retomados na caixa um passivo de 4,9 bilhões no primeiro semestre de 2016 (Olhe uma matéria aqui). Se ela fosse uma construtura, seria a maior construtura com estoque no Brasil! É incrível como uma grande parcela das riquezas criadas no Brasil foram direcionadas para esse setor seja por liberação desenfreada de crédito ou apoio a empresas do setor.

Em relação ao crédito farto podemos relatar que sempre o bem de consumo seja ele, imóvel, automóvel ou um abajur será vendido pelo valor que o cliente aceita pagar, sabendo ou não o processo que foi realizado para a construção daquele bem. 

As subidas constantes de preço foram ocasionadas pelos empréstimos desenfreados e cada vez mais alto e descolado com a renda familiar brasileira. Se antes as pessoas juntavam dinheiro por 5 anos para adquirir um imóvel agora assumem uma dívida de 30 anos 3 vezes maior que o valor solicitado. Hoje vemos pessoas na faixa de 20 a 35 anos falando que possuem um imóvel, porém na verdade possuem apenas uma divida que carregara anos a fio.

Será que estamos vivendo numa Bolha?